A amigdalectomia é a retirada das amígdalas palatinas, aquelas que ficam nos dois lados da garganta. É indicada em duas situações principais: amígdalas grandes que atrapalham a respiração durante o sono e amigdalites que se repetem ao longo do ano.
Quando é indicada
- Amígdalas aumentadas com ronco ou apneia do sono, em crianças e adultos.
- Amigdalites de repetição, com vários episódios de dor de garganta e febre por ano.
- Abscesso ao redor da amígdala em episódio anterior.
- Caseum e mau hálito persistentes ligados às criptas das amígdalas, sem melhora clínica.
Como funciona
A cirurgia é feita pela boca, sem cortes externos, com anestesia geral. Costuma durar cerca de 60 minutos. O tempo de internação é curto, muitas vezes de um dia. Quando há indicação, é feita junto com a adenoidectomia.
Recuperação e pós-operatório
A dor de garganta, que pode irradiar para o ouvido, dura cerca de uma a duas semanas. O cuidado se baseia em analgesia regular, hidratação e dieta fria e pastosa nos primeiros dias, com repouso. O retorno às atividades acontece em torno de 10 a 14 dias. No pós-operatório, a equipe explica os sinais de alerta para sangramento.
Quando possível, a amigdalectomia com uso do coblator pode ser realizada, levando a um pós-operatório quase indolor e recuperação mais rápida.
O diferencial da Dra. Alessandra
O planejamento leva em conta o sono e a respiração nasal junto, já que a obstrução costuma ter mais de um ponto. O acompanhamento do pós operatório dá atenção ao controle da dor. Otorrino pela UNIFESP-EPM, atende crianças e adultos em São Paulo, nos Jardins e no Anália Franco. CRM 139030 | RQE 88182.
Perguntas frequentes
Depois de tirar as amígdalas, a amigdalite volta?
A amigdalite nas amígdalas não volta, porque elas não estão mais lá. Ainda é possível ter faringite e outras infecções de garganta.
Tirar as amígdalas prejudica a imunidade?
Não de forma relevante. Outros tecidos do anel linfático da garganta seguem com a função de defesa.
Quantas amigdalites por ano justificam a cirurgia?
Não é só o número. A frequência, a gravidade dos episódios e o impacto na rotina são avaliados em conjunto, caso a caso. Em geral, mais de 5 episódios em um ano já pedem um olhar atento ao paciente.